conecte-se conosco


Tecnologia

Versão censurada do Google deve ser lançada na China, revela site The Intercept

Publicado

em


Não há informações dizendo se a versão censurada do Google terá versão para desktop
shutterstock

Não há informações dizendo se a versão censurada do Google terá versão para desktop

Ter acesso à internet hoje é quase sinônimo de ‘dar um Google’. Todo internauta tem algo a buscar durante o dia, seja para saber a temperatura ou para pesquisar sobre determinado assunto. Mas, o hábito de procurar saber mais sobre um tema pode se tornar restrito, em breve, na China. Nessa quarta-feira (1), o portal internacional The Intercept
revelou que a  versão censurada do Google está a caminho.

Leia também: Manipulação nas redes sociais para fins políticos atinge 48 países

Segundo o site, o projeto, batizado de Dragonfly
(libélula, na tradução para o português), deve ser lançado na China seguindo as leis rígidas do país oriental. Com isso, sites e termos de pesquisa relacionados a direitos humanos, democracia, religião e protestos pacíficos serão barrados pela versão censurada do Google
.

Ainda de acordo com os documentos e as fontes consultadas pelo The Intercept,
o “ Google censurado
” vem sendo construído desde o primeiro semestre do ano passado e funcionará apenas em dispositivos Android. A previsão é de que o app seja lançado daqui nove meses, no máximo.

Atualmente, o governo comunista da China já proíbe informações e plataformas online consideradas impróprias para a população.

Leia também: Facebook deleta contas suspeitas de interferirem em eleições nos Estados Unidos

Como será o “Google censurado”?


Boa parte da versão censurada do Google vem  sendo construída na sede da empresa, nos EUA
Divulgação

Boa parte da versão censurada do Google vem sendo construída na sede da empresa, nos EUA

Segundo os documentos “confidenciais do Google”, supostamente conferidos pelo The Intercept
, assim que um usuário ‘der um Google’, os sites banidos serão cortados da primeira página. Entretanto, um “aviso de isenção de responsabilidade” aparecerá quando houver resultados de pesquisa retirados do ar por quesitos legais. Entre os sites que seriam banidos  está a Wikipédia, enciclopédia online colaborativa.

Uma fonte, que não quis se identificar, revelou ao site internacional que o Dragonfly
ficou restrito a algumas centenas de pessoas e que o “Google não está se preocupando eticamente ou moralmente sobre o seu papel na censura”.  A fonte ainda acrescentou temer que o projeto se torne um modelo para outros países.

Entrevistado pelo portal, o pesquisador do grupo de direitos humanos “Anistia Internacional” em Hong Kong, Patrick Poon, declarou que o aplicativo em desenvolvimento coloca em jogo a liberdade de informação e a liberdade da internet do mundo. “O maior mecanismo de busca do mundo obedecer à censura da China
é uma vitória do governo chinês. Sinaliza que ninguém mais se preocupará em desafiar a censura”, pontuou.

Leia também: Facebook exclui páginas que espalhavam fake news na rede; MBL reclama de censura

Versão censurada dará liberdade ao Google


Segundo o portal, a versão censurada do Google já foi demonstrada para o governo chinês
shutterstock

Segundo o portal, a versão censurada do Google já foi demonstrada para o governo chinês

O novo passo do Google, na verdade, não é tão novo assim. Entre 2006 e 2010, o site de busca ficou no ar ao obedecer as restrições da China. 

Porém, fortes críticas dos Estados Unidos frente à versão, que chegou a classificar o site como “funcionário do governo chinês”,  fizeram com que a empresa tirasse a versão censurada do Google
do ar, em 2010, mas ela deve retornar no próximo ano.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 + cinco =

Tecnologia

UM NOVO MATERIAL PODERIA FAZER DOWNLOAD DO SEU CÉREBRO, ENTENDA

Publicado

em

Um novo material quântico foi desenvolvido pelos cientistas da Universidade de Purdue e do Laboratório Nacional Argonne, ambos nos Estados Unidos. Este material poderá, no futuro, transferir informações entre o cérebro humano e um computador, sem a necessidade de outros aparelhos ou conectores.

O projeto desenvolvido por eles ainda se encontra nos estágio iniciais e nos remete a uma ideia de um possível upload de informações a partir de nosso cérebro. Essas informações poderiam ser armazenadas em uma nuvem. Outra possibilidade é a de que o próprio cérebro poderia nos dar informações sobre doenças, entre outras métricas de saúde do corpo. Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

O novo material

Os pesquisadores têm como objetivo criar um material que “pense” como o cérebro. Além de também ser mais sensível a sinais precoces de doenças, como o mal de Parkinson. Apesar de parecer coisa de filme, os cientistas conseguiram desenvolver um material que pode ao menos “escutar”.

É através das correntes iônicas, que ajudam o cérebro a realizarem uma reação em particular, que nosso organismo realiza algo tão básico como respirar. Fazer a detecção de íons significa também detectar a concentração de uma molécula, o que nos fornece um indicador de saúde do cérebro.

“A meta é preencher a lacuna entre como a eletrônica pensa, que é via elétrons, e como o cérebro pensa, que é via íons. Este novo material nos ajudou a encontrar uma ponte em potencial”, explicou Hai-Tian Zhang, pós-doutorando e principal autor do estudo.

O novo material foi testado em duas moléculas: glicose, açúcar essencial para produção de energia, e na dopamina, responsável pela regulagem do movimento, respostas emocionais e memória. A quantidade de dopamina no cérebro costuma ser baixa. Pacientes com o mal de Parkinson costumam ter percentuais ainda menores. A detecção desse mediador químico é algo notoriamente difícil. Assim, a detecção precoce dos níveis de dopamina significaria um tratamento precoce da doença.

Download

“Este material quântico é cerca de nove vezes mais sensível à dopamina do que os métodos que usamos atualmente em modelos animais”, disse Alexander Chubykin, pesquisador envolvido no estudo. Os pesquisadores ainda afirmaram que o novo material poderia “sentir” átomos de diversas outras moléculas. Agora, eles desejam criar uma maneira para que esse material “responda” ao cérebro.

No futuro, os cientistas acreditam que isso nos daria a capacidade de fazer uma espécie de “download” das informações no cérebro.

“Imagine colocar um dispositivo eletrônico no cérebro para que, quando as funções cerebrais naturais começarem a se deteriorar, uma pessoa ainda possa recuperar memórias desse dispositivo”, disse Shriram Ramanathan, professor de engenharia de materiais em Purdue. Ramanathan possui um laboratório especializado no desenvolvimento de tecnologias inspiradas no principal órgão do corpo humano, o cérebro.

“Podemos dizer com confiança que este material é um caminho potencial para construir um dispositivo de computação que armazene e transfira memórias”, concluiu o professor.

 

via: fatosdesconhecidos

Continue lendo

Mais Lidas da Semana