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UMA SONDA DE 1 TONELADA PODE CAIR NA TERRA AINDA ESSE ANO, ENTENDA

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O espaço sempre nos fascinou e foi, e ainda é, um lugar para exploração. Mas assim como o nosso planeta, depois de 60 anos de exploração espacial, a conquista começa a mostrar suas primeiras consequências. Os lixos espaciais que continuam no espaço como por exemplo satélites zumbis, fragmentos de foguetes e resíduos de colisão, aumentaram esse ano e chagaram a 29 mil objetos que têm o tamanho de uma bola de futebol, em média. Afinal, também existem muitos maiores.

E com tanto lixo espacial, um resíduo por cair na Terra e é o caso de uma sonda soviética Cosmos 482, que é um artefato lançado em 1972 e a tonelada pode cruzar a atmosfera terrestre antes do fim deste ano.

Essa sonda, que pesava mais de 1.100 quilos, foi destinada a chegar à Vênus e tem grandes possibilidades de que os seus restos diminuam ao longo da superfície do planeta por causa da sua elevada densidade. E o perigo é que esse módulo esférico, com sua blindagem térmica, pode resistir a reentrada atmosférica mesmo perdendo parte do seu peso.

Segundo o Escritório do Programa de Detritos Orbitais da NASA, cerca de 400 objetos por ano caem no nosso planeta, o que equivale a cerca de 100 toneladas. E segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), acima de nossas cabeças existem cerca de 29 mil objetos maiores de 10 centímetros e 750 mil pedaços maiores de um centímetro e quase 166 milhões de pequenos fragmentos.

Lixos

No lançamento de um satélite que entra em órbita, algumas peças do lançador são deixadas para trás. Normalmente, os foguetes são lançados na atmosfera prevendo cair no oceano. Isso quer dizer que, pelo menos dois grande pedaços de lançadores permanecem orbitando a Terra em cada lançamento.

E apenas 10% dos satélites e 25% dos foguetes teriam que manobrar para se desintegrar na atmosfera, o restante segue girando pelo espaço.

“Todos eles são atraídos pela gravidade da Terra e, eventualmente, eles queimam quando voltam a entrar. Dependendo de sua órbita, eles podem levar meses ou anos para cair. E enquanto os satélites de telecomunicações são levados a uma órbita do cemitério, itens muito grandes como o SkyLab ou uma Estação Espacial são um problema porque suas partes podem sobreviver à reentrada . É por isso que eles são guiados para que, se alguma peça sobreviver, ela caia no Oceano Pacífico Sul, a parte mais despovoada do planeta “, explica Nicolas Chamussy, chefe da Airbus Space Systems.

A maior parte dos lixos espaciais orbita a Terra a 2.000 quilômetros da superfície da Terra. E nos 800 quilômetros de proximidade está a maior concentração e a órbita mais alta que é a de 35 mil quilômetros. A maior parte desses detritos são os resíduos de explosões de satélites e foguetes ou  colisões com outros objetos.

“Qualquer colisão pode produzir centenas de novos riscos potenciais. Esta é a razão pela qual temos radares no chão que fazem um catálogo de tudo o que está em órbita da Terra. Até a Estação Espacial Internacional (ISS) foi recomendada várias vezes para desviar seu curso (como medida de precaução) devido a uma possível colisão com os detritos. Claro, estamos falando de um risco potencial quando uma peça está passando a 100 km de distância “, disse um dos integrantes da Airbus Defence and Space.

Eliminação

Cerca de 95% dos objetos que estão em órbita são satélites mortos ou peças inativas, e por isso, várias agências espaciais estão desenvolvendo tecnologias para capturar e eliminar esses resíduos. Mas todos estão ainda em fases de testes.

 

via: fatosdesconhecidos

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VOYNICH: DESVENDARAM O MISTÉRIO DO LIVRO QUE NINGUÉM CONSEGUIA LER

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O Manuscrito de Voynich é um misterioso livro ilustrado, escrito em um alfabeto desconhecido e incompreensível. Acredita-se que o livro tenha sido escrito há pelo menos 600 anos atrás, por um autor desconhecido. Além da linguagem ininteligível, as ilustrações também são bastante curiosas. No livro, é possível ver diversas mulheres nuas em poças de líquidos verdes e plantas de aparência desconhecida.

Durante anos, muitos estudiosos, criptógrafos e linguistas tentaram traduzir a linguagem desconhecida do lendário manuscrito, mas sem sucesso. Mas agora alguém parece ter conseguido decifrar o “texto mais misterioso do mundo”.

O doutor Gerard Cheshire, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, afirma que o manuscrito de Voynich está escrito em uma língua morta chamada proto-românica. E que depois de estudar a fundo as letras e os símbolos, ele finalmente conseguiu decifrar o significado do emblemático texto.

A descoberta linguística

Por mais de um século, os estudiosos tentaram traduzir o significado do famoso manuscrito de Voynich. Mas o pesquisador, Dr. Gerard Cheshire levou apenas duas semanas para identificar o sistema de linguagem e escrita do documento.

Cheshire descreve como decifrou com sucesso o código manuscrito em seu artigo, The Language and Writing System, do MS408 (Voynich) Explained, que foi publicado na revista Romance Studies. Segundo ele, o texto revela o único exemplar conhecido da língua proto-românica.

“Eu experimentei uma série de momentos ‘eureka’ enquanto decifrei o código, seguido por um sentimento de descrença e excitação quando percebi a magnitude da conquista, tanto em termos de sua importância linguística e as revelações sobre a origem e conteúdo do manuscrito”, disse ele à SciNews.

O doutor ainda conta que descobriu que o manuscrito foi elaborado por freiras da Ordem Dominicana. E que ele serviu como referência para Maria de Trastâmara. “O que revela é ainda mais surpreendente do que os mitos e fantasias que gerou. Por exemplo, o manuscrito foi compilado por freiras dominicanas como fonte de referência para Maria de Castela, Rainha de Aragão, que por acaso foi tia-avó de Catarina de Aragão”.

“Também não é exagero dizer que este trabalho representa um dos desenvolvimentos mais importantes até hoje na linguística românica. O manuscrito está escrito em proto-romance, idioma ancestral das línguas românicas de hoje, incluindo português, espanhol, francês, italiano, romeno, catalão e galego. A língua usada foi onipresente no Mediterrâneo durante o período medieval, mas raramente foi escrito em documentos oficiais ou importantes, porque o latim era a língua da realeza, igreja e governo. Por resultado, o proto-romance foi perdido do registro, até agora”, afirma Cheshire.

A linguagem do manuscrito

Cheshire explica ainda o que torna o manuscrito de Voynich tão incomum, falando em termos linguísticos.

“Ele usa uma linguagem extinta. Seu alfabeto é uma combinação de símbolos desconhecidos e mais familiares. Ele não inclui sinais de pontuação dedicados, embora algumas letras possuam variantes de símbolo para indicar pontuação ou acentos fonéticos. Todas as letras estão em letras minúsculas e há não há consoantes duplas. Inclui ditongo, tritongos, quadrítas e até mesmo quintípedes para a abreviação de componentes fonéticos. Também inclui algumas palavras e abreviações em latim”.

O próximo passo agora que o manuscrito foi decifrado é traduzir o manuscrito por completo, algo que levará algum tempo, já que o livro tem mais de 200 páginas.

“Agora o idioma e o sistema de escrita foram explicados, as páginas do manuscrito foram abertas para os estudiosos explorarem e revelarem, pela primeira vez, seu verdadeiro conteúdo linguístico e informativo”, disse ele.

Cheshire adianta que o documento reúne vários textos sobre remédios à base de plantas, banhos terapêuticos, leitura astrológica, além de dicas sexuais. Mas ainda é preciso um trabalho mais aprofundado para descobrir outros segredos guardados no livro.

via: fatosdesconhecidos

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