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TELEGRAM OU WHATSAPP, QUAL É O MAIS SEGURO?

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A criptografia do Telegram protege as suas próprias cadeias de comunicação sem qualquer distinção de espécie (ondas ou quando são criptografadas em nuvem). Os bate-papos secretos são protegidos por uma camada de criptografia de ponta a ponta. Há 6 anos de experiência, a rede de mensagens compartilhou um total de 0 bytes de dados com terceiros. China, Irã e Rússia estão bloqueados para acessar a camada dos usuários. Por isso, muitas pessoas consideram-na como um WhatsApp à frente do seu tempo. Será se isso realmente bate com o que ambos oferecem para os seus públicos consumidores? Telegram ou Whatsapp, qual é o mais seguro?

O chat secreto do Telegram reforça a proteção e impede capturas de tela e encaminhamentos para terceiros. No entanto, o WhatsApp garante criptografia de ponta a ponta. Ou seja, mais segura para as conversas no geral.

Depois de um bom tempo sem ser mencionada pela grande mídia, o Telegramfinalmente voltara para as pautas de notícias brasileiras. Tudo isso em razão das conversas vazadas envolvendo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol.

O conteúdo privado fora base para reportagens do site jornalístico The Intercept Brasil. Parece que esse seria um bom momento para analisar ambas as redes de comunicação. Concorda? Quais são os prós e contras de cada uma delas? Telegram ou Whatsapp, qual é o mais seguro?

Prós e contras do Telegram

Telegram é bastante conhecido como a rede de comunicação que costuma servir de backup quando o concorrente sai do ar. No entanto, ela é mais do que uma alternativa (ou deveria ser pensada assim). A rede fornece mais recursos nos chats, com a primeira camada de segurança (criptografia cliente-servidor) sendo usada em mensagens privadas e coletivas. Isso garante que a mensagem só possa ser vista por quem enviou ou pelo destinatário.

Assim sendo, as informações criptografadas circulam pelo sistema em nuvem. No caso do chats definidos como secretos, o Telegram adiciona uma camada de proteção chamada cliente-cliente. O recurso precisa ser habilitado, perfazendo com que a mensagem não seja direcionada para a nuvem da empresa. Ponto positivo.

Bom, mas nem tudo é um arco-íris de possibilidades e proteção. Isso porque a opção extra de conversa criptografada só funciona se você mesmo configurar o aplicativo para isso. De acordo com os especialistas, a rede de comunicaçãoarmazena seus dados e até o backup dos chats comuns em servidores fora do país. Por isso, a segurança fica extremamente limitada. Muitas pessoas, inclusive, desconfiam desse deslocamento e temem que terceiros possam abrir ou invadir as conversas dos usuários.

Prós e contras do WhatsApp

O WhatsApp, por sua vez, é o aplicativo de troca de mensagens mais usado no país. Sua criptografia de fábrica é voltada para a tecnologia “de ponta a ponta”. Ou seja, apenas os usuários conseguem acessar o conteúdo das conversas (o que deveria ser regra). Além disso, o WhatsApp permite que o usuário realize chamadas telefônicas ou em vídeo pelo próprio aplicativo.

Como a rede garante opções de backup em nuvem no Google Drive ou no iCloud, o acesso por terceiros fica mais complicado. Ou seja, para um hacker abrir o conteúdo deste backup, seria preciso obter não só acesso ao WhatsApp, mas também o login e a senha do usuário.

O ponto fraco está diretamente relacionado à ausência de código aberto, o que significa que não há auditorias externas e independentes. Acusada de irregularidades proeminentes de decisões judiciais, já deixou milhões de brasileiros sem acesso ao aplicativo para cumprir o que fora acordado em sentença. Sem contar que o backup em nuvem no Google Drive ou no iCloud não é criptografado.

Bom, esses são os prós e os contras de ambos os aplicativos. Agora é só colocar na balança para definir, por conta própria, qual seria a melhor e mais segura opção dentre eles. Qual você usa? Se sente plenamente seguro? Compartilhe suas impressões e experiências conosco.

via: fatosdesconhecidos

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POR QUE AS PESSOAS NÃO SORRIAM NAS FOTOGRAFIAS DO PASSADO?

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Apesar de terem sido altamente popularizadas com a tecnologia, trazendo a fotografia para o cotidiano das pessoas, a incorporando às ferramentas de uso diário como os celulares, as primeiras fotografias foram tiradas no final da década de 1820. Ao longo do restante do século, ela foi se desenvolvendo, tanto na forma artística quanto na atividade social.

No entanto, se dermos uma olhada nos registros feitos do passado perceberemos a grande escassez de sorrisos nas fotos. E só foi entre os anos de 1920 e 1930 que os sorrisos começaram a surgir. Foi só a partir desses momentos da história é que os sorrisos começaram a ser basicamente um padrão nas fotografias. E aí que as pessoas costumam questionar o que teria mudado e impulsionado as pessoas a sorrirem.

Alguns acreditam que o motivo pelo qual as pessoas se recusavam a sorrir em fotografias seria devido ao péssimo estado de conservação de seus dentes. No entanto, muitos pesquisadores rejeitam essa possibilidade. Porém, Angus Trumble, diretor da National Portrait Gallery, em Canberra, na Austrália, aponta que um maior cuidado com a saúde bucal poderia sim um fator que levou ao surgimento dos sorrisos.

Ele argumenta que não é porque os dentes mal cuidados eram algo muito comum naquela época que as pessoas iam querer eternizá-los dessa maneira. “As pessoas tinham dentes ruins, se tinham dentes, o que militava contra abrir a boca em ambientes sociais”, disse ele.

Outro argumento para a falta de sorrisos nas fotos do século XIX é o fato de que capturar uma foto levava muito tempo. Portanto, as pessoas não conseguiam manter um sorriso por tempo suficiente. “Algumas delas são verdadeiras”, disse Todd Gustavson, curador de tecnologia do George Eastman Museum. “Se você olhar para os processos iniciais que levavam um longo tempo de exposição, você escolheria uma pose que fosse mais confortável”.

Porém, ele também aponta que colocar a tecnologia como um fator limitante é um verdadeiro exagero. Isso porque, durante os anos 1850 e 1860, já era possível, com condições adequadas, capturar fotos com apenas alguns segundos de exposição. Nas décadas que se seguiram, isso era ainda mais rápido. O que significa que era possível capturar sorrisos muito antes disso se tornar algo comum.

A professora de cultura e comunicação, Christina Kotchemidova, em um artigo sobre a história dos sorrisos em fotografias, também questiona tal argumento. Segundo ela, sorrir em geral é algo inato, porém, sorrir em frente a uma câmera não é algo instintivo.

Alguns especialistas afirmam que a falta de sorrisos é algo herdado de costumes pré-existentes na pintura. Sorrir era considerado rude e completamente inadequado para retratos. Entretanto, os santos muitas vezes eram retratados com leves sorrisos. Sorrisos largos foram “associados à loucura, grosseria, sonolência, embriaguez, todos os tipos de estados não particularmente decorosos”, disse Trumble.

Portanto, alguns fotógrafos em seus estúdios criavam cenários elegantes e orientavam as pessoas a se comportarem. Eles pediam que fossem produzidas expressões sérias, muito comuns em fotografias do século XIX. Entretanto, de acordo com Gustavson, alguns fotógrafos quebravam essas normas. Em algumas poucas fotos antigas, podemos ver as pessoas sorrindo.

Mudanças

Em uma foto de dois oficias na Guerra Mexicano-Americana, em 1847, é possível ver um deles sorrindo. Já em uma imagem de jogadores de pôquer, de 1853, podemos ver um deles sorrindo enquanto o outro está focado em suas cartas. No entanto, essas não são representações de como eram os retratos de pessoas de classes superiores.

Por outro lado, à medida com que a fotografia se expandia, isso também ampliava as expressões aceitáveis para as fotos. “Tire a câmera do profissional e coloque-a nas mãos do fotógrafo amador e, em seguida, eles podem fazer o que quiserem”, disse Gustavson.

Conforme o tempo passava, a fotografia e a pintura começaram a interagir uma com a outra. Cada uma se aproveitando dos benefícios da outra. Pintores tentavam imitar a clareza e a espontaneidade das fotos. Já os fotógrafos tentavam evocar elementos da fina arte da pintura. O que também pode ter influenciado no surgimento dos sorrisos.

Entretanto, uma mudança completa nas normas fotográficas parece ter surgido durante a Segunda Guerra Mundial. Um estudo, realizado em anuários do ensino médio dos EUA, de 1905 a 2005, mostrou algumas mudanças na expressão padrão das pessoas. Os pesquisadores descobriram que a curvatura labial média aumentava conforme o passar do tempo. Além de que, as mulheres lideravam, em média, sorrindo mais do que os homens.

Kotchemidova também argumenta que a publicidade teve papel fundamental na disseminação do sorriso. E segundo ela, “a Kodak foi uma das pioneiras”. Em suas campanhas, a marca buscava uma abordagem mais feliz e retratava seus consumidores usando sua câmera durante momentos felizes. O que foi muito eficaz para influenciar as pessoas. Kotchemidova acredita que as pessoas internalizaram tais mensagens e passaram a imitar as propagandas.

A grande verdade é que, no estudo dos sorrisos nas fotografias, se as pessoas estão ou não sorrindo, tem muito pouco a ver com o fato delas estarem ou não felizes.

 

via: fatosdesconhecidos

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