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Tecnologia

Órgãos públicos usam inteligência artificial para combater corrupção

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Para facilitar a identificação e o combate às irregularidades, as instituições públicas passaram a adotar ferramentas tecnológicas baseadas em inteligência artificial (IA)
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Para facilitar a identificação e o combate às irregularidades, as instituições públicas passaram a adotar ferramentas tecnológicas baseadas em inteligência artificial (IA)

A complexidade da administração federal e a dimensão continental do Brasil, além das dezenas de milhares licitações por ano, dificultam a fiscalização das ações do governo e o combate à corrupção. Para suprir essa lacuna, as instituições públicas passaram a adotar ferramentas tecnológicas baseadas em inteligência artificial (IA).

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Um exemplo disso é o sistema implantado pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) para encontrar indícios de desvios na atuação de servidores. O software usa recursos de machine learning
, uma técnica que consiste em “treinar” a inteligência artificial
fornecendo-lhe dados, apresentando-lhe critérios e conferindo se os resultados das análises feitas pela máquina estão dentro do esperado.

Para tanto, a equipe da CGU
repassou informações sobre servidores, incluindo casos antigos de funcionários condenados ou punidos por irregularidades. De acordo com Thiago Mazagão, um dos envolvidos no projeto, alguns critérios importantes foram listados previamente, como a possibilidade de filiação daquele empregado a partidos ou sua participação na sociedade com empresas.

Em seminário realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE
) nesta sexta-feira (3), Mazagão negou que o sistema promova alguma forma de discriminação. Segundo ele, a máquina não toma decisões, mas faz indicações a partir de uma espécie de filtro para que os casos mapeados sejam examinados pelos auditores do órgão público.

“Esse sistema não diz para a gente quem é corrupto, mas sim quem deve ser olhado com mais carinho e que não precisa ser olhado com mais carinho”, afirmou. “Ninguém está sendo julgado. É uma ferramenta de priorização, serve apenas para direcionar o olhar do auditor”.

Os critérios para a utilização da inteligência artificial adotados pela CGU, no entanto, não se tornarão públicos. De acordo com a entidade, a decisão foi pensada para evitar que agentes possam burlar o sistema se identificarem seus parâmetros.

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Fiscalização de contratos


Um dos sistemas com inteligência artificial desenvolvidos pela CGU tem o objetivo de analisar e identificar problemas em contratos firmados pelo governo
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Um dos sistemas com inteligência artificial desenvolvidos pela CGU tem o objetivo de analisar e identificar problemas em contratos firmados pelo governo

Outro sistema criado pela CGU para combater irregularidades tem o propósito de fiscalizar contratos e fornecedores. A ferramenta faz uma análise dos riscos, incluindo não somente o de corrupção, mas também de outros problemas, como o não cumprimento do acordo por parte de um dos lados envolvidos, por exemplo.

Para isso, diversos aspectos para avaliar esse grau de risco são levados em consideração. A quantidade de atividades que uma empresa desenvolve é um deles: quanto maior esse número, maior a probabilidade de uma organização não conseguir sustentar contratos em todas elas.

Inteligência artificial no TCU


O mapeamento feito pela inteligência artificial Alice facilita o trabalho dos auditores e permite que o tribunal cheque mais processos do que antes
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O mapeamento feito pela inteligência artificial Alice facilita o trabalho dos auditores e permite que o tribunal cheque mais processos do que antes

O Tribunal de Contas da União ( TCU
) também incorporou um sistema de inteligência artificial nas suas atividades de controle: a Alice. Segundo Edans Sandes, integrante da equipe que opera o recurso no tribunal, a ferramenta foi implantada com o objetivo de cobrir o universo de licitações e contratos, já que o quadro de funcionários do órgão para esse trabalho é insuficiente.

A Alice baixa os dados necessários do portal de compras do governo, identifica os custos das licitações, analisa os textos dos editais e cruza as informações dos processos com outras bases de dados. Nesta avaliação, são considerados aspectos como a idoneidade das empresas e alguns problemas de concorrência que possam ocorrer durante os procedimentos, por exemplo.

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O mapeamento feito pela inteligência artificial
facilita o trabalho dos auditores e permite que o tribunal cheque mais processos do que antes. Os indícios de irregularidade e corrupção, quando identificados, se transformam em alertas ao auditores, que podem tomar as medidas necessárias mais rapidamente em cada caso.

*Com informações da Agência Brasil

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Curiosidades

CHINA APOSTA NO CONTROLE CEREBRAL PARA VICIADOS EM DROGAS, ENTENDA

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A China tem surpreendido por seu desenvolvimento tecnológico e científico. A superpotência emergente tem alcançado parâmetros tão positivos, que tem se destacado mais que superpotências mundias, como os EUA. O que antes parecia ser impossível, tem se tornado real em vários setores diferentes.

O investimento em tecnologia é talvez um dos pontos mais fortes da China. Os avanços ocorrem de maneira veloz, deixando para trás grande parte do mundo. Coisas que antes pensamos que era exclusivo de filmes de ficção científica, estão se tornando realidade.

Os cientistas chineses começaram o primeiro teste clínico do mundo de estimulação cerebral profunda (DSB) para as pessoas viciadas em drogas. O procedimento é invasivo e tem a perfuração dos orifícios no crânio do paciente para que os eletrodos sejam colocados em seu cérebro. Esses eletrodos podem ser estimulados através de um dispositivo portátil.

Segundo a ABC News, essa mesma tecnologia já foi usada para distúrbios como a doença da Parkinson. E essa é a primeira vez que o DSB vai ser usado com a esperança de acabar com o vício.

Estudo

O primeiro ensaio focou no vício em metanfetamina e está sendo feito no hospital Ruijim, em Xangai. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, existem oito ensaios clínicos DBS registrados para a dependência de drogas.

Seis desses oito estão na China. Mesmo que o país tenha um passado não muito bom com as cirurgias cerebrais, atualmente, a China se tornou o centro mundial de pesquisa DBS. O primeiro paciente é um viciado em metanfetamina conhecido apenas como Yan.

Ele usa drogas desde 2001, quando seu filho nasceu e ele perdeu cerca de 150 mil dólares em jogos de azar. Depois disso, ele se divorciou e com as visitas do filho sendo cada vez menores, ele se submeteu ao teste do DBS. “Minha força de vontade é fraca”, disse Yan.

Ele foi então para a operação na qual o médico Li Dianyou perfuraria seu crânio e colocaria dois eletrodos pequenos em uma área perto do seu cérebro. Tal área é a que está vinculada com o vício. Depois de algumas horas, Yan também passou por uma cirurgia onde foi colocada uma bateria no peito.

Procedimento

O procedimento parece tirado de um filme de ficção, mas os riscos são reais. O paciente pode morrer com uma hemorragia cerebral, convulsões, infecção ou deixar a mesa de cirurgia com uma personalidade nova.

Mas no caso de Yan, ele disse se sentir entusiasmado. Além disso, o médico deu ao cérebro de Yan um teste remoto e emoções novas na cabeça. O médico era capaz de fazer o paciente se sentir alegre ou agitado apenas com um toque.

“Esta máquina é muito mágica. Ele se ajusta para te fazer feliz, para deixar você nervoso”, disse Yan. E segundo o homem, ele está sem usar drogas há meses.

Outros lugares do mundo não foram tão abertos ao procedimento como a China. Na Europa, a dificuldade foi encontrar pacientes. Nos EUA, preocupações éticas e científicas dificultaram essa aceitação. Mas a aversão dos americanos ao procedimento diminuiu nos últimos anos.

Enquanto isso, na China, o DBS, como a nova abordagem que pode acabar com a dependência de droga, está aumentando com força total. Também porque as leis antidrogas no país forçavam várias pessoas a fazerem tratamentos obrigatórios que incluíam a “reabilitação”com trabalho físico. E ela podia durar anos.

via: fatosdesconhecidos

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