conecte-se conosco


Tecnologia

Órgãos públicos usam inteligência artificial para combater corrupção

Publicado

em


Para facilitar a identificação e o combate às irregularidades, as instituições públicas passaram a adotar ferramentas tecnológicas baseadas em inteligência artificial (IA)
Shutterstock

Para facilitar a identificação e o combate às irregularidades, as instituições públicas passaram a adotar ferramentas tecnológicas baseadas em inteligência artificial (IA)

A complexidade da administração federal e a dimensão continental do Brasil, além das dezenas de milhares licitações por ano, dificultam a fiscalização das ações do governo e o combate à corrupção. Para suprir essa lacuna, as instituições públicas passaram a adotar ferramentas tecnológicas baseadas em inteligência artificial (IA).

Leia também: Manipulação nas redes sociais para fins políticos atinge 48 países

Um exemplo disso é o sistema implantado pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) para encontrar indícios de desvios na atuação de servidores. O software usa recursos de machine learning
, uma técnica que consiste em “treinar” a inteligência artificial
fornecendo-lhe dados, apresentando-lhe critérios e conferindo se os resultados das análises feitas pela máquina estão dentro do esperado.

Para tanto, a equipe da CGU
repassou informações sobre servidores, incluindo casos antigos de funcionários condenados ou punidos por irregularidades. De acordo com Thiago Mazagão, um dos envolvidos no projeto, alguns critérios importantes foram listados previamente, como a possibilidade de filiação daquele empregado a partidos ou sua participação na sociedade com empresas.

Em seminário realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE
) nesta sexta-feira (3), Mazagão negou que o sistema promova alguma forma de discriminação. Segundo ele, a máquina não toma decisões, mas faz indicações a partir de uma espécie de filtro para que os casos mapeados sejam examinados pelos auditores do órgão público.

“Esse sistema não diz para a gente quem é corrupto, mas sim quem deve ser olhado com mais carinho e que não precisa ser olhado com mais carinho”, afirmou. “Ninguém está sendo julgado. É uma ferramenta de priorização, serve apenas para direcionar o olhar do auditor”.

Os critérios para a utilização da inteligência artificial adotados pela CGU, no entanto, não se tornarão públicos. De acordo com a entidade, a decisão foi pensada para evitar que agentes possam burlar o sistema se identificarem seus parâmetros.

Leia também: Empresas lançam manifesto para promover inclusão digital no Brasil

Fiscalização de contratos


Um dos sistemas com inteligência artificial desenvolvidos pela CGU tem o objetivo de analisar e identificar problemas em contratos firmados pelo governo
iStock

Um dos sistemas com inteligência artificial desenvolvidos pela CGU tem o objetivo de analisar e identificar problemas em contratos firmados pelo governo

Outro sistema criado pela CGU para combater irregularidades tem o propósito de fiscalizar contratos e fornecedores. A ferramenta faz uma análise dos riscos, incluindo não somente o de corrupção, mas também de outros problemas, como o não cumprimento do acordo por parte de um dos lados envolvidos, por exemplo.

Para isso, diversos aspectos para avaliar esse grau de risco são levados em consideração. A quantidade de atividades que uma empresa desenvolve é um deles: quanto maior esse número, maior a probabilidade de uma organização não conseguir sustentar contratos em todas elas.

Inteligência artificial no TCU


O mapeamento feito pela inteligência artificial Alice facilita o trabalho dos auditores e permite que o tribunal cheque mais processos do que antes
Shutterstock

O mapeamento feito pela inteligência artificial Alice facilita o trabalho dos auditores e permite que o tribunal cheque mais processos do que antes

O Tribunal de Contas da União ( TCU
) também incorporou um sistema de inteligência artificial nas suas atividades de controle: a Alice. Segundo Edans Sandes, integrante da equipe que opera o recurso no tribunal, a ferramenta foi implantada com o objetivo de cobrir o universo de licitações e contratos, já que o quadro de funcionários do órgão para esse trabalho é insuficiente.

A Alice baixa os dados necessários do portal de compras do governo, identifica os custos das licitações, analisa os textos dos editais e cruza as informações dos processos com outras bases de dados. Nesta avaliação, são considerados aspectos como a idoneidade das empresas e alguns problemas de concorrência que possam ocorrer durante os procedimentos, por exemplo.

Leia também: Candidatos ficha-suja estão “fora do jogo democrático”, diz Fux

O mapeamento feito pela inteligência artificial
facilita o trabalho dos auditores e permite que o tribunal cheque mais processos do que antes. Os indícios de irregularidade e corrupção, quando identificados, se transformam em alertas ao auditores, que podem tomar as medidas necessárias mais rapidamente em cada caso.

*Com informações da Agência Brasil

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

6 + catorze =

Tecnologia

UM NOVO MATERIAL PODERIA FAZER DOWNLOAD DO SEU CÉREBRO, ENTENDA

Publicado

em

Um novo material quântico foi desenvolvido pelos cientistas da Universidade de Purdue e do Laboratório Nacional Argonne, ambos nos Estados Unidos. Este material poderá, no futuro, transferir informações entre o cérebro humano e um computador, sem a necessidade de outros aparelhos ou conectores.

O projeto desenvolvido por eles ainda se encontra nos estágio iniciais e nos remete a uma ideia de um possível upload de informações a partir de nosso cérebro. Essas informações poderiam ser armazenadas em uma nuvem. Outra possibilidade é a de que o próprio cérebro poderia nos dar informações sobre doenças, entre outras métricas de saúde do corpo. Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

O novo material

Os pesquisadores têm como objetivo criar um material que “pense” como o cérebro. Além de também ser mais sensível a sinais precoces de doenças, como o mal de Parkinson. Apesar de parecer coisa de filme, os cientistas conseguiram desenvolver um material que pode ao menos “escutar”.

É através das correntes iônicas, que ajudam o cérebro a realizarem uma reação em particular, que nosso organismo realiza algo tão básico como respirar. Fazer a detecção de íons significa também detectar a concentração de uma molécula, o que nos fornece um indicador de saúde do cérebro.

“A meta é preencher a lacuna entre como a eletrônica pensa, que é via elétrons, e como o cérebro pensa, que é via íons. Este novo material nos ajudou a encontrar uma ponte em potencial”, explicou Hai-Tian Zhang, pós-doutorando e principal autor do estudo.

O novo material foi testado em duas moléculas: glicose, açúcar essencial para produção de energia, e na dopamina, responsável pela regulagem do movimento, respostas emocionais e memória. A quantidade de dopamina no cérebro costuma ser baixa. Pacientes com o mal de Parkinson costumam ter percentuais ainda menores. A detecção desse mediador químico é algo notoriamente difícil. Assim, a detecção precoce dos níveis de dopamina significaria um tratamento precoce da doença.

Download

“Este material quântico é cerca de nove vezes mais sensível à dopamina do que os métodos que usamos atualmente em modelos animais”, disse Alexander Chubykin, pesquisador envolvido no estudo. Os pesquisadores ainda afirmaram que o novo material poderia “sentir” átomos de diversas outras moléculas. Agora, eles desejam criar uma maneira para que esse material “responda” ao cérebro.

No futuro, os cientistas acreditam que isso nos daria a capacidade de fazer uma espécie de “download” das informações no cérebro.

“Imagine colocar um dispositivo eletrônico no cérebro para que, quando as funções cerebrais naturais começarem a se deteriorar, uma pessoa ainda possa recuperar memórias desse dispositivo”, disse Shriram Ramanathan, professor de engenharia de materiais em Purdue. Ramanathan possui um laboratório especializado no desenvolvimento de tecnologias inspiradas no principal órgão do corpo humano, o cérebro.

“Podemos dizer com confiança que este material é um caminho potencial para construir um dispositivo de computação que armazene e transfira memórias”, concluiu o professor.

 

via: fatosdesconhecidos

Continue lendo

Mais Lidas da Semana