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HOMEM BÊBADO ENGOLE PEIXE VIVO E É EXTREMAMENTE PUNIDO PELO ANIMAL

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O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode resultar em grandes eventos peculiares. Talvez as mais engraçadas e também incomuns histórias são resultados de uma grande bebedeira entre amigos. O fato é que dificilmente se fazem grandes aventuras bebendo leite, não é mesmo?

Em uma reunião entre amigos em 2016, um grupo de holandeses que já tinham o hábito de engolir peixes-dourados por diversão, fez a brincadeira usando outra espécie de peixe. A prática, que é bastante comum entre os jovens da região, dessa vez teve um desfecho inesperado e não foi tão simples quanto eles imaginavam.

O caso aconteceu em Roterdã, na Holanda, e chegou a se tornar um estudo feito pelos médicos que trataram do rapaz. O trabalho dos médicos foi publicado no periódico Acta Oto-Laryngologica Case Reports.

O peixe

O peixe em questão, que foi engolido por um rapaz de 28 anos, é da espécie Corydoras aeneus, que possui mecanismos de defesa mais poderosos do que os peixes-dourados, com os quais eles tinham o costume de fazer a brincadeira. Mesmo com um tamanho pequeno, medindo entre cinco e oito centímetros, quando ficam perturbados, eles deixam suas espinhas eretas e como começam a liberar o seu veneno.

No ocorrido em Roterdã, primeiramente, um dos homens engoliu o peixe com água, mas logo em seguida, percebeu algo errado, e cuspiu o peixe para fora. Naturalmente, o animal ficou agoniado e foi levado para outro homem, que com um gole de cerveja, engoliu o peixe de uma vez.

As consequências

O homem então começou a passar mal, vomitar líquidos e sangue e não conseguira retirar o peixe, mas mesmo assim, ele continuou bebendo, tomando sorvete e mel como tentativa de aliviar a dor, até que horas depois foi até um pronto-socorro.

Chegando ao hospital, ele foi examinado pelos médicos que localizaram a estrutura de espinha do peixe em sua garganta. O peixe havia morrido, segundo os médicos, provavelmente sufocado, e estava preso na entrada do esôfago do paciente.

Foi necessária uma cirurgia para retirar as espinhas do peixe sem causar maiores danos ao tecido da garganta do rapaz. “Este com certeza está na minha lista de casos médicos mais bizarros que já encontrei”, contou a médica Linda Benoist, responsável pela cirurgia e também coautora do estudo, em entrevista ao site Live Science.

Após o ocorrido, o peixe Corydoras foi exposto na mostra Dead Animal Tales, em tradução literal “História de Animais Mortos” do Museu de História Natural de Roterdã. A amostra contava com vários outros exemplos de interações entre humanos e animais que não deram muito certo.

 

via: fatosdesconhecidos

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Curiosidades

POR QUE AS PESSOAS NÃO SORRIAM NAS FOTOGRAFIAS DO PASSADO?

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Apesar de terem sido altamente popularizadas com a tecnologia, trazendo a fotografia para o cotidiano das pessoas, a incorporando às ferramentas de uso diário como os celulares, as primeiras fotografias foram tiradas no final da década de 1820. Ao longo do restante do século, ela foi se desenvolvendo, tanto na forma artística quanto na atividade social.

No entanto, se dermos uma olhada nos registros feitos do passado perceberemos a grande escassez de sorrisos nas fotos. E só foi entre os anos de 1920 e 1930 que os sorrisos começaram a surgir. Foi só a partir desses momentos da história é que os sorrisos começaram a ser basicamente um padrão nas fotografias. E aí que as pessoas costumam questionar o que teria mudado e impulsionado as pessoas a sorrirem.

Alguns acreditam que o motivo pelo qual as pessoas se recusavam a sorrir em fotografias seria devido ao péssimo estado de conservação de seus dentes. No entanto, muitos pesquisadores rejeitam essa possibilidade. Porém, Angus Trumble, diretor da National Portrait Gallery, em Canberra, na Austrália, aponta que um maior cuidado com a saúde bucal poderia sim um fator que levou ao surgimento dos sorrisos.

Ele argumenta que não é porque os dentes mal cuidados eram algo muito comum naquela época que as pessoas iam querer eternizá-los dessa maneira. “As pessoas tinham dentes ruins, se tinham dentes, o que militava contra abrir a boca em ambientes sociais”, disse ele.

Outro argumento para a falta de sorrisos nas fotos do século XIX é o fato de que capturar uma foto levava muito tempo. Portanto, as pessoas não conseguiam manter um sorriso por tempo suficiente. “Algumas delas são verdadeiras”, disse Todd Gustavson, curador de tecnologia do George Eastman Museum. “Se você olhar para os processos iniciais que levavam um longo tempo de exposição, você escolheria uma pose que fosse mais confortável”.

Porém, ele também aponta que colocar a tecnologia como um fator limitante é um verdadeiro exagero. Isso porque, durante os anos 1850 e 1860, já era possível, com condições adequadas, capturar fotos com apenas alguns segundos de exposição. Nas décadas que se seguiram, isso era ainda mais rápido. O que significa que era possível capturar sorrisos muito antes disso se tornar algo comum.

A professora de cultura e comunicação, Christina Kotchemidova, em um artigo sobre a história dos sorrisos em fotografias, também questiona tal argumento. Segundo ela, sorrir em geral é algo inato, porém, sorrir em frente a uma câmera não é algo instintivo.

Alguns especialistas afirmam que a falta de sorrisos é algo herdado de costumes pré-existentes na pintura. Sorrir era considerado rude e completamente inadequado para retratos. Entretanto, os santos muitas vezes eram retratados com leves sorrisos. Sorrisos largos foram “associados à loucura, grosseria, sonolência, embriaguez, todos os tipos de estados não particularmente decorosos”, disse Trumble.

Portanto, alguns fotógrafos em seus estúdios criavam cenários elegantes e orientavam as pessoas a se comportarem. Eles pediam que fossem produzidas expressões sérias, muito comuns em fotografias do século XIX. Entretanto, de acordo com Gustavson, alguns fotógrafos quebravam essas normas. Em algumas poucas fotos antigas, podemos ver as pessoas sorrindo.

Mudanças

Em uma foto de dois oficias na Guerra Mexicano-Americana, em 1847, é possível ver um deles sorrindo. Já em uma imagem de jogadores de pôquer, de 1853, podemos ver um deles sorrindo enquanto o outro está focado em suas cartas. No entanto, essas não são representações de como eram os retratos de pessoas de classes superiores.

Por outro lado, à medida com que a fotografia se expandia, isso também ampliava as expressões aceitáveis para as fotos. “Tire a câmera do profissional e coloque-a nas mãos do fotógrafo amador e, em seguida, eles podem fazer o que quiserem”, disse Gustavson.

Conforme o tempo passava, a fotografia e a pintura começaram a interagir uma com a outra. Cada uma se aproveitando dos benefícios da outra. Pintores tentavam imitar a clareza e a espontaneidade das fotos. Já os fotógrafos tentavam evocar elementos da fina arte da pintura. O que também pode ter influenciado no surgimento dos sorrisos.

Entretanto, uma mudança completa nas normas fotográficas parece ter surgido durante a Segunda Guerra Mundial. Um estudo, realizado em anuários do ensino médio dos EUA, de 1905 a 2005, mostrou algumas mudanças na expressão padrão das pessoas. Os pesquisadores descobriram que a curvatura labial média aumentava conforme o passar do tempo. Além de que, as mulheres lideravam, em média, sorrindo mais do que os homens.

Kotchemidova também argumenta que a publicidade teve papel fundamental na disseminação do sorriso. E segundo ela, “a Kodak foi uma das pioneiras”. Em suas campanhas, a marca buscava uma abordagem mais feliz e retratava seus consumidores usando sua câmera durante momentos felizes. O que foi muito eficaz para influenciar as pessoas. Kotchemidova acredita que as pessoas internalizaram tais mensagens e passaram a imitar as propagandas.

A grande verdade é que, no estudo dos sorrisos nas fotografias, se as pessoas estão ou não sorrindo, tem muito pouco a ver com o fato delas estarem ou não felizes.

 

via: fatosdesconhecidos

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