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ESSE ARTEFATO ANTIGO CHAMADO PEDRA DE ROSETA MUDOU A HISTÓRIA ARQUEOLÓGICA

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Com certeza, você já deve ter ouvido falar dos hieróglifos, uma combinação de elementos iconográficos, silábicos e alfabéticos que faziam parte da escrita egípcia. Uma escrita com mais de mil caracteres, também conhecida como uma escrita sagrada, que era utilizada por pessoas que tinham algum poder sobre a população. Como por exemplo os sacerdotes, escribas e, claro, pessoas da realeza.

Os hieróglifos também são conhecidos como a escrita mais antiga do mundo. E é por isso que foi também muito difícil de ser traduzida, isso porque os símbolos eram muitos e quase ninguém tinha total domínio de seus significados. É por isso que a Pedra Roseta é tão importante para a história arqueológica. Calma, nós vamos te explicar o que ela tem a ver com os hieróglifos.

Pedra da Roseta

A Pedra da Roseta é um bloco que pesa mais de uma tonelada. Nela, está escrita uma mensagem em três línguas diferentes: hieróglifos, demótico e grego. Os hieróglifos você já sabe o que são, o demótico era a língua popular do Egito, aquela que a maioria conhecia, e o grego era uma língua administrativa. Sim, muitas línguas para uma mesma região, nós concordamos.

A pedra foi encontrada pela tripulação de Napoleão Bonaparte, em 1799. Foi graças a essa descoberta que a pedra pôde ser decifrada por um estudioso da língua grega. Até aquele momento da história, pouco se sabia de fato sobre os hieróglifos e o que significavam. Os fatos históricos eram na verdade baseados em uma série de achismos, já que ninguém conhecia de fato a língua.

Tradução da pedra

Entre os anos de 1822 e 1824, o linguista Jean-François Champollion trabalhou na tradução da pedra, comparando os três idiomas. Foi assim que ele conseguiu uma espécie de dicionário que ajudou a traduzir muitos outros documentos no futuro.

O texto da pedra era um decreto de 196 anos antes de Cristo. O decreto diz basicamente que o faraó Ptolomeu V era um grande governante e que seguia aos deuses. A mensagem foi elaborada por seus sacerdotes e deveria ser compartilhada entre os seus súditos. Isso explica porque a mensagem está escrita em três línguas, pois provavelmente o objetivo era que todos soubessem sobre a magnitude do faraó.

Por um tempo, os franceses ficaram com a pedra, mas quando perderam a posse do Egito para os ingleses, a pedra foi transportada para o Museu Britânico. É lá que a pedra está até hoje, mas a tecnologia também permite que você possa vê-la aí, de onde você está. No ano passado, o museu disponibilizou online uma visão 3D da pedra.

E você, conhece alguma outra pedra que tenha sido tão importante para a compreensão da história da humanidade? Nos conte aqui nos comentários! Aproveita e marca os amigos que adoram notícias que envolvem o passado da humanidade. Ah, e se quiser saber mais sobre matérias parecidas, acesse nossa categoria “História” para saber mais!

via: fatosdesconhecidos

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VOYNICH: DESVENDARAM O MISTÉRIO DO LIVRO QUE NINGUÉM CONSEGUIA LER

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O Manuscrito de Voynich é um misterioso livro ilustrado, escrito em um alfabeto desconhecido e incompreensível. Acredita-se que o livro tenha sido escrito há pelo menos 600 anos atrás, por um autor desconhecido. Além da linguagem ininteligível, as ilustrações também são bastante curiosas. No livro, é possível ver diversas mulheres nuas em poças de líquidos verdes e plantas de aparência desconhecida.

Durante anos, muitos estudiosos, criptógrafos e linguistas tentaram traduzir a linguagem desconhecida do lendário manuscrito, mas sem sucesso. Mas agora alguém parece ter conseguido decifrar o “texto mais misterioso do mundo”.

O doutor Gerard Cheshire, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, afirma que o manuscrito de Voynich está escrito em uma língua morta chamada proto-românica. E que depois de estudar a fundo as letras e os símbolos, ele finalmente conseguiu decifrar o significado do emblemático texto.

A descoberta linguística

Por mais de um século, os estudiosos tentaram traduzir o significado do famoso manuscrito de Voynich. Mas o pesquisador, Dr. Gerard Cheshire levou apenas duas semanas para identificar o sistema de linguagem e escrita do documento.

Cheshire descreve como decifrou com sucesso o código manuscrito em seu artigo, The Language and Writing System, do MS408 (Voynich) Explained, que foi publicado na revista Romance Studies. Segundo ele, o texto revela o único exemplar conhecido da língua proto-românica.

“Eu experimentei uma série de momentos ‘eureka’ enquanto decifrei o código, seguido por um sentimento de descrença e excitação quando percebi a magnitude da conquista, tanto em termos de sua importância linguística e as revelações sobre a origem e conteúdo do manuscrito”, disse ele à SciNews.

O doutor ainda conta que descobriu que o manuscrito foi elaborado por freiras da Ordem Dominicana. E que ele serviu como referência para Maria de Trastâmara. “O que revela é ainda mais surpreendente do que os mitos e fantasias que gerou. Por exemplo, o manuscrito foi compilado por freiras dominicanas como fonte de referência para Maria de Castela, Rainha de Aragão, que por acaso foi tia-avó de Catarina de Aragão”.

“Também não é exagero dizer que este trabalho representa um dos desenvolvimentos mais importantes até hoje na linguística românica. O manuscrito está escrito em proto-romance, idioma ancestral das línguas românicas de hoje, incluindo português, espanhol, francês, italiano, romeno, catalão e galego. A língua usada foi onipresente no Mediterrâneo durante o período medieval, mas raramente foi escrito em documentos oficiais ou importantes, porque o latim era a língua da realeza, igreja e governo. Por resultado, o proto-romance foi perdido do registro, até agora”, afirma Cheshire.

A linguagem do manuscrito

Cheshire explica ainda o que torna o manuscrito de Voynich tão incomum, falando em termos linguísticos.

“Ele usa uma linguagem extinta. Seu alfabeto é uma combinação de símbolos desconhecidos e mais familiares. Ele não inclui sinais de pontuação dedicados, embora algumas letras possuam variantes de símbolo para indicar pontuação ou acentos fonéticos. Todas as letras estão em letras minúsculas e há não há consoantes duplas. Inclui ditongo, tritongos, quadrítas e até mesmo quintípedes para a abreviação de componentes fonéticos. Também inclui algumas palavras e abreviações em latim”.

O próximo passo agora que o manuscrito foi decifrado é traduzir o manuscrito por completo, algo que levará algum tempo, já que o livro tem mais de 200 páginas.

“Agora o idioma e o sistema de escrita foram explicados, as páginas do manuscrito foram abertas para os estudiosos explorarem e revelarem, pela primeira vez, seu verdadeiro conteúdo linguístico e informativo”, disse ele.

Cheshire adianta que o documento reúne vários textos sobre remédios à base de plantas, banhos terapêuticos, leitura astrológica, além de dicas sexuais. Mas ainda é preciso um trabalho mais aprofundado para descobrir outros segredos guardados no livro.

via: fatosdesconhecidos

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