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Tecnologia

Como combater os ‘crapwares’, programas pré-instalados que roubam dados e espaço no seu celular

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Quando você compra um telefone, computador ou tablet, o mais comum é que alguns apps e programas já venham instalados. São os softwares de fábrica, chamados de crapware ou junkware – algo como “softwares lixo”, já que podem ter pouca utilidade e ocupam um espaço que poderia ser usado de outra forma.

Os programas são variados, desde navegadores até redes sociais, áudio-livros ou apps para editar música. Alguns têm prazo de validade – são apenas versões de teste que duram dias ou semanas. Mas outros ficam no seu dispositivo para sempre (e sem a sua permissão).

O problema é que esses softwares gastam dados e memória do celular – e muitas vezes o usuário fica sem espaço para instalar outros apps.

Por isso, muitos usuários da Samsung ficaram indignados quando foi anunciado que o Facebook viria instalado em vários modelos da marca.

‘Estão mentindo para você’

“Se você pergunta aos fabricantes por que instalam esse tipo de coisa, dizem que fazem isso porque estão oferecendo algo adicional. Mas estão mentindo para você”, escreveu o jornalista de tecnologia Adrian Kingsley-Hughes. Na verdade, “fazem isso porque as empresas pagam”. “Os fabricantes de hardware ficam satisfeitos de instalar crapwares em seus novos dispositivos, por alguns poucos dólares.”

Kingsley-Hughes diz que a única exceção é a Apple – o motivo é que a empresa fabrica seu próprio software operacional, o iOS. Samsung e várias outras marcas de celular costumam usar o sistema operacional Android, desenvolvido pela Google.Ilustração de uma mão segurando um celular - na tela, há um símbolo de uma mão com o polegar para baixo

Normalmente, é bem difícil se livrar de apps instalados na fábrica. Você pode tentar as três etapas abaixo. Mas, algo importante: em qualquer desses casos, se você tem alguma dúvida sobre desinstalar ou não um app, o melhor é não fazê-lo. É possível que o remédio seja pior que a doença e deixe seu celular instável.

1- Desinstale o app

A maneira mais fácil de ver se um app pode ser desinstalado é apertando o ícone dele durante alguns segundos, até aparecer a opção “desinstalar”. Se ela não aparecer, a saída é tentar achá-la no menu “ajustes”. Mas, de fato, grande parte dos apps foram instalados de forma permanente.

2- Desative ou desabilite

Se você não conseguir desinstalar o app seguindo o passo acima, você pode tentar desabilitá-lo. Para isso, vá em “ajustes” e escolha a opção “desativar” ou “desabilitar”. Essa foi a opção de muitos usuários da Samsung que não queriam ter o Facebook no celular.

Mas saiba que essa não é a opção definitiva para se livrar para sempre do crapware. É sim uma forma de evitar que esses programas sejam executados sem a sua permissão – além de recuperar parte do espaço que utilizam no seu aparelho.

Mão de um homem segurando um celular

3 – Desinstale com root

Essa opção é um pouco mais complexa, mas efetiva. Para fazer isso, você deve procurar como “desrootear” seu dispositivo – em outras palavras, modificar o sistema operacional para conseguir ter controle total sobre ele. A seguir, é preciso usar um app para desinstalar esses programas à força.

Pode ser que não valha a pena executar todo esse processo. Mas, se você quer eliminar os softwares de fábrica definitivamente, essa é a solução.

via: BBCBRASIL

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Tecnologia

UM NOVO MATERIAL PODERIA FAZER DOWNLOAD DO SEU CÉREBRO, ENTENDA

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Um novo material quântico foi desenvolvido pelos cientistas da Universidade de Purdue e do Laboratório Nacional Argonne, ambos nos Estados Unidos. Este material poderá, no futuro, transferir informações entre o cérebro humano e um computador, sem a necessidade de outros aparelhos ou conectores.

O projeto desenvolvido por eles ainda se encontra nos estágio iniciais e nos remete a uma ideia de um possível upload de informações a partir de nosso cérebro. Essas informações poderiam ser armazenadas em uma nuvem. Outra possibilidade é a de que o próprio cérebro poderia nos dar informações sobre doenças, entre outras métricas de saúde do corpo. Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

O novo material

Os pesquisadores têm como objetivo criar um material que “pense” como o cérebro. Além de também ser mais sensível a sinais precoces de doenças, como o mal de Parkinson. Apesar de parecer coisa de filme, os cientistas conseguiram desenvolver um material que pode ao menos “escutar”.

É através das correntes iônicas, que ajudam o cérebro a realizarem uma reação em particular, que nosso organismo realiza algo tão básico como respirar. Fazer a detecção de íons significa também detectar a concentração de uma molécula, o que nos fornece um indicador de saúde do cérebro.

“A meta é preencher a lacuna entre como a eletrônica pensa, que é via elétrons, e como o cérebro pensa, que é via íons. Este novo material nos ajudou a encontrar uma ponte em potencial”, explicou Hai-Tian Zhang, pós-doutorando e principal autor do estudo.

O novo material foi testado em duas moléculas: glicose, açúcar essencial para produção de energia, e na dopamina, responsável pela regulagem do movimento, respostas emocionais e memória. A quantidade de dopamina no cérebro costuma ser baixa. Pacientes com o mal de Parkinson costumam ter percentuais ainda menores. A detecção desse mediador químico é algo notoriamente difícil. Assim, a detecção precoce dos níveis de dopamina significaria um tratamento precoce da doença.

Download

“Este material quântico é cerca de nove vezes mais sensível à dopamina do que os métodos que usamos atualmente em modelos animais”, disse Alexander Chubykin, pesquisador envolvido no estudo. Os pesquisadores ainda afirmaram que o novo material poderia “sentir” átomos de diversas outras moléculas. Agora, eles desejam criar uma maneira para que esse material “responda” ao cérebro.

No futuro, os cientistas acreditam que isso nos daria a capacidade de fazer uma espécie de “download” das informações no cérebro.

“Imagine colocar um dispositivo eletrônico no cérebro para que, quando as funções cerebrais naturais começarem a se deteriorar, uma pessoa ainda possa recuperar memórias desse dispositivo”, disse Shriram Ramanathan, professor de engenharia de materiais em Purdue. Ramanathan possui um laboratório especializado no desenvolvimento de tecnologias inspiradas no principal órgão do corpo humano, o cérebro.

“Podemos dizer com confiança que este material é um caminho potencial para construir um dispositivo de computação que armazene e transfira memórias”, concluiu o professor.

 

via: fatosdesconhecidos

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