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Com anúncios no WhatsApp Status, app vai se rentabilizar pela “primeira vez”

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Aplicativos de mensagens mais popular do mundo agora vai passar a incluir anúncios no WhatsApp
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Aplicativos de mensagens mais popular do mundo agora vai passar a incluir anúncios no WhatsApp

Que o WhatsApp é a maior plataforma de troca de mensagens no Brasil e em vários outros países do mundo, isso todo mundo já sabe. O que talvez pouca gente saiba é que mesmo contando com cerca de 1,5 bilhão de usuários no mundo todo, a empresa ainda não tinha encontrado uma forma de fazer dinheiro com isso. Essa busca, porém, parece ter acabado de acabar: a partir de hoje haverá anúncios no WhatsApp.

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O problema para a rentabilização do WhatsApp era justamente o seu serviço prestado. Apesar de ser muito utilizado, a troca de mensagens entre pessoas é algo privado, particular e delicado. Ganhar dinheiro, ainda que seja indiretamente, coletando dados e vendendo anúncios no WhatsApp
, portanto, parecia algo impensável para a companhia que, pelo menos oficialmente, nunca admitiu fazer isso.

Pelo contrário. Todo usuário do WhatsApp no Brasil deve se lembrar de pelo menos uma ou duas opotunidades em que a plataforma saiu do ar por decisão judicial após se negar a revelar o conteúdo de conversas particulares entre seus usuários, mesmo que a justiça entedesse que as informações ali contidas pudessem contribuir para uma investigação.

A polêmica é tamanha quando se trata de privacidade dos usuários que os acontecimentos recentes fizeram, inclusive, com que a empresa passasse a reforçar a criptografia e, portanto, a segurança da troca de mensagens
dentro do aplicativo. Algo que sempre é relembrado aos seus milhões (ou bilhões) de usuários sempre que eles começam uma conversa nova.

Tudo isso fez com que o WhatsApp sempre fosse considerado um produto de grande potencial por conta da sua grande cartela de usuários e de dados, mas incapaz de conseguir se rentabilizar e viabilizar financeiramente a longo prazo.

É bem verdade que isso não impediu que o Facebook, uma outra gigante do setor de tecnologia, comprasse a companhia de seus fundadores por US$ 22 bilhões, mas de qualquer forma, os problemas de rentabilização do WhatsApp podem estar perto de acabar.

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Os usuários, no entanto, não precisam se preocupar (tanto). Isso porque a empresa encontrou na venda de anúncios no WhatsApp Status, uma forma de lucrar sem ser (tão) invasivo aos usuários
. A ideia é exatamente a mesma do que já acontece no Instagram Stories quando as fotos ou vídeos curtos e efêmeros dos contatos de um usuário são intercalados com anúncios de marcas que pagaram para estar ali.

A revelação feita inicialmente pelo  The Wall Street Journal 
ainda dá conta de que essa relativamente nova funcionalidade do WhatsApp ainda não caiu de vez nas graças dos usuários (sobretudo no Brasil), mas já conta com 450 milhões de usuários diários. Apenas uma fração do total de usuários do WhatsApp “normal”, mas ainda 50 milhões além do que o Instagram tem neste mesmo tipo de recurso.

Além disso, o WhatsApp também utilizará a plataforma Business (a única modalidade do WhatsApp que já cobra um valor dos seus usuários) para permitir que essas empresas entrem em contato com possíveis clientes.

O valor cobrado pelo aplicativo ficará entre US$ 0,005 (meio centavo de dólar) e US$ 0,09 (nove centavos de dólar) por cada mensagem enviada para cada pessoa. Valores próximos dos que já são cobrados nos anúncios do Facebook, empresa dona do serviço de mensagens.

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Agora nos resta saber se a estratégias de incluir anúncios no WhatsApp
Status vai funcionar e ser suficiente para manter o serviço de pé. Caso contrário, esta pode ter sido a brecha para que anúncios tomem conta também das conversas particulares e se tornem invasivos em mais um aplicativo.

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Curiosidades

CHINA APOSTA NO CONTROLE CEREBRAL PARA VICIADOS EM DROGAS, ENTENDA

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A China tem surpreendido por seu desenvolvimento tecnológico e científico. A superpotência emergente tem alcançado parâmetros tão positivos, que tem se destacado mais que superpotências mundias, como os EUA. O que antes parecia ser impossível, tem se tornado real em vários setores diferentes.

O investimento em tecnologia é talvez um dos pontos mais fortes da China. Os avanços ocorrem de maneira veloz, deixando para trás grande parte do mundo. Coisas que antes pensamos que era exclusivo de filmes de ficção científica, estão se tornando realidade.

Os cientistas chineses começaram o primeiro teste clínico do mundo de estimulação cerebral profunda (DSB) para as pessoas viciadas em drogas. O procedimento é invasivo e tem a perfuração dos orifícios no crânio do paciente para que os eletrodos sejam colocados em seu cérebro. Esses eletrodos podem ser estimulados através de um dispositivo portátil.

Segundo a ABC News, essa mesma tecnologia já foi usada para distúrbios como a doença da Parkinson. E essa é a primeira vez que o DSB vai ser usado com a esperança de acabar com o vício.

Estudo

O primeiro ensaio focou no vício em metanfetamina e está sendo feito no hospital Ruijim, em Xangai. Segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, existem oito ensaios clínicos DBS registrados para a dependência de drogas.

Seis desses oito estão na China. Mesmo que o país tenha um passado não muito bom com as cirurgias cerebrais, atualmente, a China se tornou o centro mundial de pesquisa DBS. O primeiro paciente é um viciado em metanfetamina conhecido apenas como Yan.

Ele usa drogas desde 2001, quando seu filho nasceu e ele perdeu cerca de 150 mil dólares em jogos de azar. Depois disso, ele se divorciou e com as visitas do filho sendo cada vez menores, ele se submeteu ao teste do DBS. “Minha força de vontade é fraca”, disse Yan.

Ele foi então para a operação na qual o médico Li Dianyou perfuraria seu crânio e colocaria dois eletrodos pequenos em uma área perto do seu cérebro. Tal área é a que está vinculada com o vício. Depois de algumas horas, Yan também passou por uma cirurgia onde foi colocada uma bateria no peito.

Procedimento

O procedimento parece tirado de um filme de ficção, mas os riscos são reais. O paciente pode morrer com uma hemorragia cerebral, convulsões, infecção ou deixar a mesa de cirurgia com uma personalidade nova.

Mas no caso de Yan, ele disse se sentir entusiasmado. Além disso, o médico deu ao cérebro de Yan um teste remoto e emoções novas na cabeça. O médico era capaz de fazer o paciente se sentir alegre ou agitado apenas com um toque.

“Esta máquina é muito mágica. Ele se ajusta para te fazer feliz, para deixar você nervoso”, disse Yan. E segundo o homem, ele está sem usar drogas há meses.

Outros lugares do mundo não foram tão abertos ao procedimento como a China. Na Europa, a dificuldade foi encontrar pacientes. Nos EUA, preocupações éticas e científicas dificultaram essa aceitação. Mas a aversão dos americanos ao procedimento diminuiu nos últimos anos.

Enquanto isso, na China, o DBS, como a nova abordagem que pode acabar com a dependência de droga, está aumentando com força total. Também porque as leis antidrogas no país forçavam várias pessoas a fazerem tratamentos obrigatórios que incluíam a “reabilitação”com trabalho físico. E ela podia durar anos.

via: fatosdesconhecidos

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