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”COBRAS ZUMBIS” ESTÃO APARECENDO COM MUITO FREQUÊNCIA NOS EUA, ENTENDA

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Caso você decida fazer uma rápida pesquisa entre pessoas próximas ao seu redor, muito provavelmente, muitos irão assumir seu temor por cobras. Esse medo, chamado de ofidiofobia, é um dos tipo de fobia mais comuns que existem. No entanto, por vezes, o medo de cobras é chamado por um termo mais geral, a herpetofobia, que caracteriza o medo irracional de répteis.

Agora, imagine que você sofre de ofidiofobia e descobre que existe uma espécie de ‘cobra zumbi’ à solta por aí. Com absoluta certeza, isso é o mesmo que dizer que seu pior pesadelo está se tornando real. Bom, na verdade, é exatamente isso o que as pessoas nos Estados Unidos têm enfrentado.

As cobras zumbis

Recentemente, o Departamento de Parques e Recreação do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, começou a publicar algumas fotos em sua página do Facebook, mostrando uma espécie de cobra muito comum na região e que apresenta um comportamento absurdamente estranho.

Essas cobras, quando sentem que estão sob ameaça, se fingem de mortas, se virando de costas e colocando a língua para fora. Elas até mesmo exalam um forte cheiro para convencer seus predadores de que já estão mortas. O que pode garantir que elas saiam ilesas de se tornarem uma refeição.

A espécie, conhecida como cobra-de-nariz-de-porco-oriental, também é reconhecida por seu nome científico Heterodon platirhinos, é uma criatura inofensiva. O animal é facilmente encontrado por toda a América do Norte. Para celebrar o ano da Cobra, o Departamento de Parques divulgou as imagens das cobras e decidiu criar um quiz em sua página online para verificar se as pessoas conseguiam adivinhar se as cobras estavam ou não vivas.

“Em vez de observar nuvens para ver se conseguimos manter o clima de fim de semana nos eixos, vamos jogar um jogo! Quem é essa cobra NC “famosa”? Uma cobra? Uma cobra zumbi? É inofensiva? Saiba mais no nosso programa ‘Ano da Cobra'”, escreveram em um post no Facebook.

Ações preventivas

O nome da cobra se originou de seu característico comportamento defensivo. A cobra-de-nariz-de-porco-oriental não apenas finge estar morta, como também achata seu pescoço e eleva sua cabeça do chão, dando mais veracidade a seu disfarce. Essa espécie ainda possui um outro truque na manga para enganar seus predadores. Elas assoviam imitando cobras mais perigosas.

A cobra-de-nariz-de-porco-oriental é tecnicamente classificada como não peçonhenta. Mas, ela é apenas inofensiva para os seres humanos. Em alguns casos raros, algumas pessoas mostraram um certo inchaço na região onde foram picadas. Porém, nada que representasse risco de vida. As toxinas, secretadas por suas afiadas presas, afetam principalmente os anfíbios. Sua presa favorita são os sapos.

No ano da Cobra, o Departamento de Parques tem realizado algumas ações e campanhas para apresentar espécies existentes na região para os habitantes locais, de modo que o preconceito e as mortes desses animais sejam evitados.

Iniciativos como o teste online ajudam a desmistificar equívocos sobre as cobras. Por exemplo, 31 das 37 espécies que habitam o estado norte americano não são venenosas. E até mesmo as seis espécies venenosas representam pouca ou nenhuma ameaça aos seres humanos.

 

via: fatosdesconhecidos

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Curiosidades

POR QUE AS PESSOAS NÃO SORRIAM NAS FOTOGRAFIAS DO PASSADO?

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Apesar de terem sido altamente popularizadas com a tecnologia, trazendo a fotografia para o cotidiano das pessoas, a incorporando às ferramentas de uso diário como os celulares, as primeiras fotografias foram tiradas no final da década de 1820. Ao longo do restante do século, ela foi se desenvolvendo, tanto na forma artística quanto na atividade social.

No entanto, se dermos uma olhada nos registros feitos do passado perceberemos a grande escassez de sorrisos nas fotos. E só foi entre os anos de 1920 e 1930 que os sorrisos começaram a surgir. Foi só a partir desses momentos da história é que os sorrisos começaram a ser basicamente um padrão nas fotografias. E aí que as pessoas costumam questionar o que teria mudado e impulsionado as pessoas a sorrirem.

Alguns acreditam que o motivo pelo qual as pessoas se recusavam a sorrir em fotografias seria devido ao péssimo estado de conservação de seus dentes. No entanto, muitos pesquisadores rejeitam essa possibilidade. Porém, Angus Trumble, diretor da National Portrait Gallery, em Canberra, na Austrália, aponta que um maior cuidado com a saúde bucal poderia sim um fator que levou ao surgimento dos sorrisos.

Ele argumenta que não é porque os dentes mal cuidados eram algo muito comum naquela época que as pessoas iam querer eternizá-los dessa maneira. “As pessoas tinham dentes ruins, se tinham dentes, o que militava contra abrir a boca em ambientes sociais”, disse ele.

Outro argumento para a falta de sorrisos nas fotos do século XIX é o fato de que capturar uma foto levava muito tempo. Portanto, as pessoas não conseguiam manter um sorriso por tempo suficiente. “Algumas delas são verdadeiras”, disse Todd Gustavson, curador de tecnologia do George Eastman Museum. “Se você olhar para os processos iniciais que levavam um longo tempo de exposição, você escolheria uma pose que fosse mais confortável”.

Porém, ele também aponta que colocar a tecnologia como um fator limitante é um verdadeiro exagero. Isso porque, durante os anos 1850 e 1860, já era possível, com condições adequadas, capturar fotos com apenas alguns segundos de exposição. Nas décadas que se seguiram, isso era ainda mais rápido. O que significa que era possível capturar sorrisos muito antes disso se tornar algo comum.

A professora de cultura e comunicação, Christina Kotchemidova, em um artigo sobre a história dos sorrisos em fotografias, também questiona tal argumento. Segundo ela, sorrir em geral é algo inato, porém, sorrir em frente a uma câmera não é algo instintivo.

Alguns especialistas afirmam que a falta de sorrisos é algo herdado de costumes pré-existentes na pintura. Sorrir era considerado rude e completamente inadequado para retratos. Entretanto, os santos muitas vezes eram retratados com leves sorrisos. Sorrisos largos foram “associados à loucura, grosseria, sonolência, embriaguez, todos os tipos de estados não particularmente decorosos”, disse Trumble.

Portanto, alguns fotógrafos em seus estúdios criavam cenários elegantes e orientavam as pessoas a se comportarem. Eles pediam que fossem produzidas expressões sérias, muito comuns em fotografias do século XIX. Entretanto, de acordo com Gustavson, alguns fotógrafos quebravam essas normas. Em algumas poucas fotos antigas, podemos ver as pessoas sorrindo.

Mudanças

Em uma foto de dois oficias na Guerra Mexicano-Americana, em 1847, é possível ver um deles sorrindo. Já em uma imagem de jogadores de pôquer, de 1853, podemos ver um deles sorrindo enquanto o outro está focado em suas cartas. No entanto, essas não são representações de como eram os retratos de pessoas de classes superiores.

Por outro lado, à medida com que a fotografia se expandia, isso também ampliava as expressões aceitáveis para as fotos. “Tire a câmera do profissional e coloque-a nas mãos do fotógrafo amador e, em seguida, eles podem fazer o que quiserem”, disse Gustavson.

Conforme o tempo passava, a fotografia e a pintura começaram a interagir uma com a outra. Cada uma se aproveitando dos benefícios da outra. Pintores tentavam imitar a clareza e a espontaneidade das fotos. Já os fotógrafos tentavam evocar elementos da fina arte da pintura. O que também pode ter influenciado no surgimento dos sorrisos.

Entretanto, uma mudança completa nas normas fotográficas parece ter surgido durante a Segunda Guerra Mundial. Um estudo, realizado em anuários do ensino médio dos EUA, de 1905 a 2005, mostrou algumas mudanças na expressão padrão das pessoas. Os pesquisadores descobriram que a curvatura labial média aumentava conforme o passar do tempo. Além de que, as mulheres lideravam, em média, sorrindo mais do que os homens.

Kotchemidova também argumenta que a publicidade teve papel fundamental na disseminação do sorriso. E segundo ela, “a Kodak foi uma das pioneiras”. Em suas campanhas, a marca buscava uma abordagem mais feliz e retratava seus consumidores usando sua câmera durante momentos felizes. O que foi muito eficaz para influenciar as pessoas. Kotchemidova acredita que as pessoas internalizaram tais mensagens e passaram a imitar as propagandas.

A grande verdade é que, no estudo dos sorrisos nas fotografias, se as pessoas estão ou não sorrindo, tem muito pouco a ver com o fato delas estarem ou não felizes.

 

via: fatosdesconhecidos

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