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7 MITOS SOBRE MORCEGOS QUE VOCÊ PROVAVELMENTE ACREDITA

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O Batman, um dos super-heróis mais famosos de todos os tempos, usou como inspiração o morcego para assumir sua identidade heroica. Na China, esses pequenos animais noturnos são relacionados à boa sorte. No Egito Antigo, os povos acreditavam que os morcegos poderiam curar várias doenças. No entanto, as nossas opiniões sobre esses animais geralmente são negativas.

Uma explicação para isso, talvez seja porque os morcegos são animais misteriosos, com hábitos noturnos, úmidos e escuros, que carregam um ar sombrio. Inclusive muitas lendas e histórias fazem do morcego um personagem assustador. Mas acontece que o único mamífero voador do mundo não é tão ruim quanto nossos medos o fazem parecer. Existe toda uma mitologia a respeito desses animais que, muitas vezes, não condiz em nada com a realidade. Confira alguns equívocos sobres eles que muita gente ainda acredita e até espalha.

1 – Os morcegos são cegos

Mesmo que exista um dito popular que exemplifica alguém como sendo”cego como um morcego”, na realidade, esses animais podem ver até três vezes mais do que os seres humanos. De acordo com Rob Mies, diretor executivo da Organização para Conservação de Morcegos, a visão do animal varia entre as espécies, mas em nenhuma delas são realmente cegos. Além da visão, eles usam também a ecolocalização (emissão de sons para navegar), o que indica que eles têm um ótimo senso de localização e espaço.

2 – Os morcegos são ratos voadores

Os morcegos pertencem à ordem Chiroptera e não a Rodentia. Na verdade, esses animais estão mais ligados aos primatas do que aos roedores, como algumas pessoas ainda acreditam. Eles não compartilham nenhum comportamento similar aos roedores, não mastigam madeira, metal ou plástico, e geralmente não são incômodos.

3 – Os morcegos são pragas na natureza

Essa talvez seja um dos mitos mais equivocados a respeito dos morcegos. Nada de pragas, muito pelo contrário. Segundo o National Geographic, eles podem comer até mil insetos em uma noite. A sua alimentação baseada em insetos acaba sendo um controle natural de pragas, o que acaba sendo uma economia. Um recente estudo mostrou que esses animais oferecem “serviços não tóxicos de controle de pragas” o que traz uma economia de até US$ 53 bilhões anualmente. E não é só isso, eles também polinizam as plantas e distribuem as sementes por vários lugares, e os seus excrementos ainda são usados como fertilizantes.

4 – Os morcegos querem beber o seu sangue

Existem cerca de 1200 espécies diferentes, e apenas três delas são de morcegos vampiros. Os morcegos vampiros não bebem sangue diretamente como você está imaginando. O seu processo de alimentação é mais parecido com o de um mosquito do que com o do Conde Drácula. Enquanto os mosquitos sugam o sangue dos humanos, os morcegos hematófagos se alimentam principalmente do gado.

5 – Os morcegos vão voar no seu cabelo

Existe uma lenda antiga que diz que morcegos voam no cabelo, ficam presos e constroem ninhos. Muito provavelmente, esse boato começou como uma forma de impedir as mulheres de saírem à noite, mas o fato é que eles voam perto da cabeça das pessoas. A razão não é porque eles querem fazer morada no seu penteado, mas sim porque os nossos corpos atraem insetos, e esses animais são atraídos por insetos. Então não se preocupe, você está seguro. Na verdade, morcegos nem constroem ninhos, eles procuram abrigo dentro de estruturas já existentes, como cavernas e árvores.

6 – Morcegos vivem de cabeça para baixo

A imagem popular sugere que esses animais estão sempre de cabeça para baixo. Embora isso aconteça às vezes, não é uma situação constante. De acordo com Thomas Kunz, da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, os morcegos ficam em posição horizontal quando se empoleiram em pequenas fendas, e não na vertical.

7 – Se você for atacado por um morcego, você pegará raiva

Segundo estatísticas recentes, os morcegos contraem raiva com muito menos frequência do que outros mamíferos. E quando eles contraem raiva, esta se manifesta de forma diferente do que nos guaxinins ou raposas, por exemplo. Quando infectados pela raiva, eles ficam paralisados e não conseguem voar ou empoleirar-se. Então não se preocupe, a não ser que você pise em um morcego no chão, caso contrário, não correrá nenhum risco.

 

via: fatosdesconhecidos

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Curiosidades

POR QUE AS PESSOAS NÃO SORRIAM NAS FOTOGRAFIAS DO PASSADO?

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Apesar de terem sido altamente popularizadas com a tecnologia, trazendo a fotografia para o cotidiano das pessoas, a incorporando às ferramentas de uso diário como os celulares, as primeiras fotografias foram tiradas no final da década de 1820. Ao longo do restante do século, ela foi se desenvolvendo, tanto na forma artística quanto na atividade social.

No entanto, se dermos uma olhada nos registros feitos do passado perceberemos a grande escassez de sorrisos nas fotos. E só foi entre os anos de 1920 e 1930 que os sorrisos começaram a surgir. Foi só a partir desses momentos da história é que os sorrisos começaram a ser basicamente um padrão nas fotografias. E aí que as pessoas costumam questionar o que teria mudado e impulsionado as pessoas a sorrirem.

Alguns acreditam que o motivo pelo qual as pessoas se recusavam a sorrir em fotografias seria devido ao péssimo estado de conservação de seus dentes. No entanto, muitos pesquisadores rejeitam essa possibilidade. Porém, Angus Trumble, diretor da National Portrait Gallery, em Canberra, na Austrália, aponta que um maior cuidado com a saúde bucal poderia sim um fator que levou ao surgimento dos sorrisos.

Ele argumenta que não é porque os dentes mal cuidados eram algo muito comum naquela época que as pessoas iam querer eternizá-los dessa maneira. “As pessoas tinham dentes ruins, se tinham dentes, o que militava contra abrir a boca em ambientes sociais”, disse ele.

Outro argumento para a falta de sorrisos nas fotos do século XIX é o fato de que capturar uma foto levava muito tempo. Portanto, as pessoas não conseguiam manter um sorriso por tempo suficiente. “Algumas delas são verdadeiras”, disse Todd Gustavson, curador de tecnologia do George Eastman Museum. “Se você olhar para os processos iniciais que levavam um longo tempo de exposição, você escolheria uma pose que fosse mais confortável”.

Porém, ele também aponta que colocar a tecnologia como um fator limitante é um verdadeiro exagero. Isso porque, durante os anos 1850 e 1860, já era possível, com condições adequadas, capturar fotos com apenas alguns segundos de exposição. Nas décadas que se seguiram, isso era ainda mais rápido. O que significa que era possível capturar sorrisos muito antes disso se tornar algo comum.

A professora de cultura e comunicação, Christina Kotchemidova, em um artigo sobre a história dos sorrisos em fotografias, também questiona tal argumento. Segundo ela, sorrir em geral é algo inato, porém, sorrir em frente a uma câmera não é algo instintivo.

Alguns especialistas afirmam que a falta de sorrisos é algo herdado de costumes pré-existentes na pintura. Sorrir era considerado rude e completamente inadequado para retratos. Entretanto, os santos muitas vezes eram retratados com leves sorrisos. Sorrisos largos foram “associados à loucura, grosseria, sonolência, embriaguez, todos os tipos de estados não particularmente decorosos”, disse Trumble.

Portanto, alguns fotógrafos em seus estúdios criavam cenários elegantes e orientavam as pessoas a se comportarem. Eles pediam que fossem produzidas expressões sérias, muito comuns em fotografias do século XIX. Entretanto, de acordo com Gustavson, alguns fotógrafos quebravam essas normas. Em algumas poucas fotos antigas, podemos ver as pessoas sorrindo.

Mudanças

Em uma foto de dois oficias na Guerra Mexicano-Americana, em 1847, é possível ver um deles sorrindo. Já em uma imagem de jogadores de pôquer, de 1853, podemos ver um deles sorrindo enquanto o outro está focado em suas cartas. No entanto, essas não são representações de como eram os retratos de pessoas de classes superiores.

Por outro lado, à medida com que a fotografia se expandia, isso também ampliava as expressões aceitáveis para as fotos. “Tire a câmera do profissional e coloque-a nas mãos do fotógrafo amador e, em seguida, eles podem fazer o que quiserem”, disse Gustavson.

Conforme o tempo passava, a fotografia e a pintura começaram a interagir uma com a outra. Cada uma se aproveitando dos benefícios da outra. Pintores tentavam imitar a clareza e a espontaneidade das fotos. Já os fotógrafos tentavam evocar elementos da fina arte da pintura. O que também pode ter influenciado no surgimento dos sorrisos.

Entretanto, uma mudança completa nas normas fotográficas parece ter surgido durante a Segunda Guerra Mundial. Um estudo, realizado em anuários do ensino médio dos EUA, de 1905 a 2005, mostrou algumas mudanças na expressão padrão das pessoas. Os pesquisadores descobriram que a curvatura labial média aumentava conforme o passar do tempo. Além de que, as mulheres lideravam, em média, sorrindo mais do que os homens.

Kotchemidova também argumenta que a publicidade teve papel fundamental na disseminação do sorriso. E segundo ela, “a Kodak foi uma das pioneiras”. Em suas campanhas, a marca buscava uma abordagem mais feliz e retratava seus consumidores usando sua câmera durante momentos felizes. O que foi muito eficaz para influenciar as pessoas. Kotchemidova acredita que as pessoas internalizaram tais mensagens e passaram a imitar as propagandas.

A grande verdade é que, no estudo dos sorrisos nas fotografias, se as pessoas estão ou não sorrindo, tem muito pouco a ver com o fato delas estarem ou não felizes.

 

via: fatosdesconhecidos

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